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Bioinsumos avançam e produção cresce em 2026

Baculovírus ganham espaço no controle de pragas


Foto: Divulgação

A expansão do uso de bioinsumos no Brasil deve ganhar intensidade em 2026, impulsionada por mudanças no manejo de pragas e pela busca por alternativas aos defensivos químicos. A Life Biological Control projeta crescimento de 200% na produção de baculovírus neste ano, volume superior ao registrado pela empresa ao longo de 2025.

O avanço ocorre em um contexto de maior pressão no campo, com o aumento da resistência de pragas a moléculas tradicionais, especialmente em culturas como soja, milho e algodão. Espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) têm apresentado maior tolerância, o que amplia a complexidade do controle e eleva custos de produção.

Nesse cenário, agentes biológicos, como fungos, bactérias e vírus, passam a integrar estratégias de manejo. A Embrapa aponta que o país já está entre os maiores mercados globais de bioinsumos, com estimativas de crescimento anual entre 15% e 20% e potencial para superar R$ 9 bilhões nos próximos anos.

Além do controle de pragas, o uso de biológicos é associado à preservação de inimigos naturais e à redução de impactos ambientais, fatores que ganham relevância em cadeias voltadas à exportação. Nesse contexto, a empresa participa do Bio Summit 2026, que será realizado nos dias 6 e 7 de maio, em Campinas (SP), reunindo representantes do setor.

A CEO da empresa, Cristiane Tibola, será uma das participantes do evento e apresentará palestra sobre o uso de baculovírus no controle de lagartas. “O controle biológico deixou de ser tendência para se tornar uma necessidade agronômica. O avanço da resistência das lagartas exige soluções mais inteligentes e sustentáveis, que mantenham a produtividade sem pressionar o ambiente”, afirma.

Outro destaque da programação é a apresentação da plataforma Destroyer, voltada para culturas como soja, milho e algodão, conduzida por Leandro Silva. O produto utiliza baculovírus para controle seletivo da lagarta-do-cartucho e busca ampliar a eficiência no manejo, com efeito prolongado na área cultivada.

O Bio Summit 2026 tem como tema “Bioinsumos e Agricultura Regenerativa: Cultivando o Futuro Sustentável” e deve reunir produtores, pesquisadores e empresas para discutir o aumento da produtividade aliado à redução de impactos ambientais.

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